Direitos Humanos

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Direitos Humanos ?


Luiz Afonso Santos


O Brasil vive hoje sob o império do crime e também sob um discurso demagógico oficial da defesa dos direitos humanos que parte de um governo totalmente integrado às forças globalistas, as quais, ao mesmo tempo em que espoliam os povos subjugados, levando-os à fome e à desesperança, se apropriaram da Declaração Universal dos Direitos Humanos, nascida dos horrores vividos pela humanidade durante a II Guerra Mundial e subscrita pela maioria dos países filiados à ONU em 1948 com o objetivo de "humanizar" o planeta, reconhecendo os direitos individuais de toda a população da Terra e instando os governos a respeitá-los.

Ocorre que a realidade social e política é complexa e dinâmica, e o respeito aos direitos humanos não pode ser obtido por decretos ou por cartas de boas intenções. O que garantirá os direitos subscritos na DUDH não será o discurso paternalista de déspotas supostamente esclarecidos mas, exclusivamente, a altivez das populações nacionais, as quais, ao se tornarem donas de seus destinos passam, elas próprias, a serem firmes defensoras de seus direitos, sem depender da bonomia de governantes.

Atitudes demagógicas "globais", não imporão freios nem a governos tirânicos e nem muito menos a forças marginais da sociedade, como guerrilhas, grupos terroristas ou simples criminosos, sejam eles membros diretos do crime organizado transnacional em sua vertente mais cruel, o narcotráfico, ou de seu grande exército informal de sustentação, as quadrilhas de ladrões que se dedicam à pilhagem da população.

O que vemos no Brasil de hoje é que, apesar da fanfarronice do discurso oficial, a população é afligida por um progressivo e brutal desrespeito a seus direitos humanos, lato sensu, sofrendo cada vez mais dos malefícios do desemprego global, do aumento da concentração de renda, da usura e da espoliação oficial através de tarifas públicas e impostos abusivos, sem que haja qualquer contrapartida do Estado em políticas de habitação, segurança pública, justiça, saúde, educação, transportes e previdência social, enquanto que o crime passou a ser o grande beneficiário da insensata defesa, stricto sensu, destes direitos, em razão da feroz pressão sofrida pelas forças policiais que se dedicam à repressão de criminosos.

O que se está fazendo em nosso país é, a pretexto da defesa de DH, concentrar um ataque irracional e liquidacionista sobre as instituições policiais, destruindo progressivamente seu espírito combativo e o moral de seus integrantes, induzindo-os, através da pressão, dos salários miseráveis e da falta de objetivos, à acomodação, ao vício e à corrupção, justamente quando, em sentido inverso, o crime é cada dia mais rico, violento, ousado e organizado, assumindo progressivamente o caráter de guerrilha urbana, com criminosos fazendo as populações de seus "santuários" como reféns, obrigando-as a se postar na linha de tiro para impedir o ataque legalista às suas posições e com isso pondo-se a salvo das tímidas operações policiais executadas para tirá-los de circulação.

As dezenas de milhares de homicídios ocorridos todos os anos não são cometidos pelos agentes do Estado e nem pelo cidadão de bem, contra quem se concentram os ataques dos defensores dos DH, mas induzidos pelas toneladas de entorpecentes distribuídos entre a juventude e pela guerra que o banditismo desencadeou no país, treinando crianças e adolescentes para o roubo, o narcotráfico e o homicídio como forma de conseguir recursos para o sustento do vício, sob os olhares complacentes e o silêncio dos que usurparam a bandeira dos DH, reduzindo-os de universais a particulares, em instrumento político contra a ação legítima do Estado na defesa da Lei e da Ordem e do cidadão em sua autodefesa.

Não é uma simples coincidência que o grande agravamento da criminalidade no Brasil nestes últimos cinco anos se dê na razão direta do aumento do poder da corrente de defesa dos direitos humanos e na razão inversa do prestígio do policial combativo e da emissão de portes de armas para o cidadão honesto. Esta ação perversa, exercida sobre a polícia e sobre o cidadão que queira de defender, quebrou o frágil equilíbrio de forças entre a cidadania e o banditismo, entre o Estado legal e o Estado criminal paralelo, nitidamente em favor do último e, pela capitulação do Estado e pela rendição da cidadania, liberou (e continuará liberando) forças sinistras que se encontravam em estado latente.

A restauração da Lei e da Ordem passa necessariamente pela neutralização política dos pretensos defensores de DH, que depois de sua entrada na cena política, desfigurando a segurança pública, tornaram-se aliados tácitos do crime e da barbárie. As estatísticas sobre o acentuado aumento da criminalidade nos Estados da Federação onde esta nefasta corrente vingou, com o total descontrole sobre todos os tipos de crimes, são uma insofismável demonstração dos efeitos deletérios de tal política, que na prática é totalmente oposta à efetiva defesa dos direitos humanos.

Da mesma forma que discursos sobre o trabalho não produzem riquezas, discursos sobre direitos humanos não os promovem, ficando na superfície demagógica das boas intenções declaradas e produzindo efeitos negativos para a segurança pública. A real defesa dos direitos humanos exige a decidida ação do Estado, não somente no combate à criminalidade, como na oferta de condições para que a população, e principalmente a juventude, veja o progresso, se sinta parte dele, tenha no que depositar suas esperanças e traçar rumos para sua vida. Sem estes pré-requisitos este discurso piegas não passa de uma farsa contraproducente para a sociedade, apenas rendendo prestígio internacional aos usurpadores da DUDH, que em si é muito positiva.

A APADDI sempre denunciará estas atividades perniciosas para a população, sejam elas provenientes do governo ou das ONGs nacionais e estrangeiras a ele aliadas. Não usamos meias palavras na denúncia desta farsa global nem combatemos o conceito de direitos humanos, que são parte dos direitos e das liberdades individuais pelas quais lutamos, o que denunciamos é a transformação de um conceito universal construtivo em mero instrumento de ação política predatória de grupos sectários, facilmente identificáveis por sua postura contraditória: benevolentes em relação a criminosos; implacáveis e intolerantes em relação aos policiais combativos ou aos cidadãos que não tenham se rendido ao crime pela aceitação passiva do desarmamento dos honestos.


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