Varican

Os Homens do Presidente FHC

A verdadeira ideologia do Sr. FHC


Roberto Monteiro de Oliveira - ASMIR / PR


"Se Deus não existe, tudo é permitido"
('Crime e Castigo'- Dostoiewski)


1. Os corifeus da globalização :

Já não existe a menor dúvida de que NÃO É mera coincidência o fato de que muitos dos titulares dos principais cargos que decidem sobre as políticas macroeconômicas em todos os países "emergentes" (no Brasil inclusive) sejam sempre escolhidos exatamente entre pós-graduados das Universidades norte-americanas que engendraram e vêm difundindo orquestradamente as mesmas medidas "globalizantes" que, em dezembro/94, levaram o México a um colapso financeiro - depois provocaram o mesmo efeito perverso em países da Ásia, em seguida na Rússia, depois no Brasil e, há pouco na Argentina e agora no Chile - medidas que esses tecnopols aceitam pôr em prática com impatriótica subserviência, embora estejam cientes e conscientes de que irão produzir em seu país o mesmo desfecho dramático ! 

Mas ninguém pode se surpreender com a submissão incondicional desses personagens às teses, doutrinas indemonstradas e exigências do FMI, Banco Mundial et alii, posto que quase todos eles, até há pouco tempo atrás trabalhavam para grandes entes do sistema financeiro internacional, pressupondo as autoridades que os nomearam, com uma ingenuidade tão irracional que desnuda a sua conivência, que eles se mostrariam irrepreensivelmente fiéis aos interesses nacionais, e que se atreveriam a contrariar as doutrinas engendradas nos mesmos ambientes alienígenas que eles freqüentaram por vários anos. 

Adiante vamos focalizar os curriculla vitae sintéticos de muitos dos tecnocratas xenófilos, que vêm se revesando em postos de especial importância do 1º e 2º Escalões do Governo FHC. 

1.1.Corrigindo a biografia do Senhor FHC:

(1) Textos de Apoio: "O Complô para aniquilar as Forças Armadas e as Nações Ibero-americanas" - (Edição brasileira -1997 - da Gráfica Distribuidora Record – RJ/RJ); e (2) in "O Dossiê da crise brasileira" (*) – documento elaborado e difundido pelo PDT em 1999 - (*) divulgado por um SITE do PDT (não-textuais) 

a. Antecedentes biográficos longínquos:

Depois que ficou sob os holofotes dos opositores e críticos de todos os matizes, descobriu-se que a ideologia do Sr. FHC não era exatamente aquela que a grande mídia pintava, endeusando-o como destacado líder "socialista" e intelectual "de esquerda", razão pela qual sua biografia, "enobrecida" artificialmente pelos Órgãos de Comunicação de Massas (OCMs), pode (e deve) agora ser retificada.

Contrariando o seu suposto "socialismo", no seu auto-exílio no Chile ele logrou ser admitido na CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina), órgão da ONU sediado em Santiago, onde recebia um alto salário exercendo uma função de nível diplomático, o que lhe dava direito a privilégios como importações isentas de impostos e lhe propiciava uma vida de nouveau riche: tais como uma casa suntuosa no aristocrático bairro de Las Condes e um carro Mercedes Benz com motorista uniformizado. (2) (Revista "Veja" - 12/10/1994, pág. 52 citado in "O dossiê da crise brasileira" - PDT- 1998)

Sabe-se hoje que – também em flagrante contradição com sua suposta ideologia "socialista" - o Senhor FHC, ainda no início de sua vida pública, foi apoiado financeiramente pela "Fundação FORD" pois, no retorno do seu auto-exílio no Chile, em 1978, ele desembarcou no Brasil com uma verba de 180 mil dólares destinada ao CEBRAP, doação que lhe fez a citada Fundação. (2) 

Informe NÃO confirmado – mas provavelmente verdadeiro - afirma que o Sr. FHC também teria recebido apoio financeiro da Fundação Rockefeller, quando de seu auto exílio na França (e/ou no Chile).

b. A rápida carreira política do Sr. FHC : 

(2) in "O Dossiê da crise brasileira" (*) – documento elaborado e difundido pelo PDT em 1999 - (*) divulgado por uma home page de um site do PDT (não-textuais) 

A verdade é que o Sr. FHC, – quando todos os seus "companheiros" o veneravam como "líder socialista" e "intelectual de esquerda" - já tinha ligações no mínimo suspeitas com uma entidade representativa das altas finanças norte-americanas (Fundação Ford ), antes mesmo dele ter assinado a Ata de Fundação de uma ONG ultraliberal dos EUA, o Diálogo Interamericano, em 1982. 

Em 1983, sem nunca ter desempenhado nenhuma função política ou administrativa relevante, o Sr. FHC herdou uma cadeira no Senado Federal como suplente de Franco Montoro que fora eleito governador de SP (2)

No estelionato eleitoral de 1986, quando o Plano Cruzado foi usado como moeda política, o Sr. Fernando Henrique foi eleito para o Senado por uma coligação das "esquerdas", de onde saiu em 1994 como Presidente da República, eleito no primeiro turno.

Depois de sua chegada ao Senado, enfronhou-se no círculo de amizades do empresário Roberto Marinho, dono do complexo Globo, de quem se tornou conselheiro informal (2) e cuja grande rede de televisão foi instrumento chave fundamental para a sua vitória eleitoral em 1993 para Presidente. 

Por conseguinte, tudo indica que a trajetória do Sr. FHC rumo à Presidência da República não foi fruto de circunstâncias providencialmente favoráveis ou meramente fortuitas - ao contrário, é muito provável que ela tenha sido detalhadamente planejada - pois no início do governo de Fernando Collor, logo após a posse do novo presidente, o Sr. FHC tanto se insinuou que acabou sendo convidado a ocupar o Ministério das Relações Exteriores, cargo que há muito ambicionava, mas foi impedido de concretizar esse sonho devido a uma divergência interna dentro do PSDB. (2)

A partir daí, a escalada do Sr. FHC rumo ao Planalto foi direta e rápida. 

Durante a sua gestão no Ministério das Relações Exteriores, foi do Itamaraty que partiram as fortes pressões sobre o Congresso Nacional para a aprovação da lei das patentes e da propriedade intelectual (TRIPS), vulnerando nossas riquezas naturais potenciais, inclusive da biodiversidade. 

Como ministro das Relações Exteriores, fazendo uso das amizades que contraiu na França, Inglaterra e Estados Unidos na época do seu auto-exílio, o Sr. FHC logo foi catapultado a Ministro da Fazenda e virtual candidato a Presidente da República. Sintomaticamente, sua indicação para ocupar o Ministério da Fazenda ocorreu durante seus contatos com banqueiros internacionais, quando estava como Chanceler em viagem oficial aos Estados Unidos, em 19 de outubro de 1993. (2)

Já na Presidência, desde logo acelerou as privatizações de quase todas as nossas estatais mais importantes, e adotou políticas macroeconômicas (cambial, monetária e de comércio exterior) suicidas, provocando um extenso processo de downsizing em nossas cadeias produtivas e a desindustrialização e desnacionalização de nosso parque industrial, além de desestruturar a nossa produção agrícola. De país exportador e com uma das maiores áreas agricultáveis do mundo, o Brasil passou a importar inclusive arroz, feijão, milho e até água de coco, em apenas cinco anos de governo FHC. 

Além disso, essas políticas macroeconômicas incongruentes provocaram grande desequilíbrios em nossas Contas Nacionais, gerando enormes déficits na Balança Comercial e nas Transações Correntes com o exterior; e dando origem a um acelerado e gigantesco endividamento interno e externo. 

Em seguida, apenas dois anos depois de sua posse na Presidência, novamente FHC teve a sua campanha à reeleição lançada numa reunião do FMI, em Washington, por dois de seus pró-homens na área econômica: Pedro Malan, ministro da Fazenda e Antônio Kandir, ministro do Planejamento.(3)

Poucos meses depois, assistimos ao repugnante episódio da votação da Emenda da Reeleição, quando o próprio Presidente FHC, sofregamente interessado na sua aprovação, e/ou alguns dos seus mais chegados colaboradores, usaram despudoradamente de todas as armas possíveis - entre elas a reles compra de votos; o uso político da quebra do sigilo bancário do Banco do Brasil de alguns parlamentares mais resistentes em débito com este Banco, vergonhosa chantagem financeira contra eles para obter os seus votos; além do já habitual tráfico de favores do "é dando que se recebe" - tudo isso com a omissão complacente e a conivência disfarçada dos grandes Orgãos de Comunicação de Massa (OCMs). 

Como explicar esse conúbio incestuoso de interesses entre o Poder corruptor e os grandes OCMs ? 

Exatamente os mesmos OCMs que, até passado recente, profligavam com orquestrações e magnificações inclementes (e muitas vezes injustas) os ditos governos militares por simples suspeitas de ilícitos de qualquer espécie, reais ou imaginários, confirmados ou não !! 

E quem se atreveria a negar que a aprovação da reeleição - até pouco tempo antes unanimemente considerada inaceitável e antidemocrática - teve, descaradamente, como único objetivo, a recondução do Presidente FHC por mais um mandato, ao que tudo indica, pela submissão do seu governo às teses internacionalistas que interessam ao macro capitalismo financeiro internacional, ator e beneficiário principal da submissão de FHC ... ? 

Afirmou o PDT (2) (não-textuais) que, para se reeleger o Sr. FHC talvez tenha feito em segredo um acordo com o FMI, cujas conseqüências poderão ter as mesmas dimensões catastróficas daquele que o México fez com essa mesma entidade, em 1995, e que custou àquele país o controle total do seu petróleo pelos Estados Unidos.

Nós levantamos uma outra hipótese: 

É muito provável que o Sr. FHC, desde o início de sua vida pública tenha sido apoiado, promovido – e, por assim dizer, produzido - pelos líderes do Macrocapitalismo Financeiro Internacional, visando a que atingisse a destacada posição que agora ele ocupa, exatamente para realizar as terríveis tarefas impatrióticas que hoje ele leva a termo com tanta submissão e diligência .

1.2. Desnudando a verdadeira ideologia do Sr. FHC:

(3) (Texto de Apoio: "A teoria da (inter) dependência" – Dr.ª Roberta Traspadini – Editora Topbooks – 1999) 

De sua obra literária, bastante extensa mas medíocre e confusa, sobressai um único livro que se tornou mais conhecido: "Dependência e Desenvolvimento na América Latina" (1967), escrito em parceria com o sociólogo chileno Enzo Faleto, no qual ele propunha uma nova e sui generis tese de economia-política, a "teoria da dependência ". Com ela o Sr. FHC, já àquela época, pregava o desenvolvimento do Brasil e de outros países latino-americanos sob a dependência dos Estados Unidos, (3)(não-textuais). 

Essa proposta verdadeiramente herética para verdadeiros socialistas, passou quase desapercebida ou foi benevolentemente tolerada pelos seus correligionários, não somente porque ele era considerado um acadêmico teórico, mas também porque já existiam entre seus companheiros de ideologia, outros que esposavam teses semelhantes, que hoje poderíamos definir como teoria do "desenvolvimento dependente", embora apenas ele propusesse explicitamente que esta dependência deveria ser em relação aos EUA.

Se fizermos hoje uma releitura de toda a sua obra, a começar por este seu livro principal, pelos outros dois em que ele também propõem essa mesma "dependência" subordinada da economia brasileira à dos EUA [Empresário industrial e desenvolvimento econômico no Brasil (1963) e"As idéias e seu lugar" (1980)] e se compulsarmos a coletânea de seus artigos que abordam o mesmo tema - alguns deles publicados em 1995, quando ele já era Presidente da República- e se os escoimarmos da dialética marxista, perceberemos que neles o autor defende clara e inequivocamente, um "desenvolvimento dependente" do Brasil e dos países latino-americanos à economia dos EUA. (3) (não-textuais)

O livro que nos serviu de Texto de Apoio, defende a tese de que a obra teórica do Sr. Fernando Henrique Cardoso – desde o seu estudo sobre os empresários brasileiros, passando pela teoria da dependência até chegar a seu conjunto de artigos, colocando as idéias em seus devidos lugares, como ele mesmo sustenta - sempre apontou para aquilo que seu governo terminou concretizando: a inserção subordinada da economia brasileira ao capital internacional que, ao contrário das promessas originais, bloqueiou qualquer capacidade de desenvolvimento e terminou comprometendo a própria democracia. A teoria da dependência, na versão elaborada por Cardoso e por Enzo Faletto, está na realidade comprometida com uma relação de interdependência com o capital internacional que, na prática, significa uma relação de subordinação. Daí o título do livro da Dr.ª Roberta Traspadini: "A teoria da (inter)dependência de Fernando Henrique Cardoso". (grifos e destaques nossos)

Se realmente ele tiver dito a frase que lhe atribuem ("esqueçam tudo o que eu escrevi") por certo o terá feito por astúcia, porque todo aquele que conhece seus escritos passa a compreender com clareza que todas as decisões macroeconômicas do seu Governo, (as suas e as dos tecnocratas xenófilos do seu primeiro e segundo escalão), nos conduziram consciente e aceleradamente para uma dependência subalterna em relação ao Macrocapitalismo financeiro, predominantemente de origem anglo-norteamericana.

Quanto a isso, é indispensável ressaltar que desde o início de sua atividade literária (1963), ele já aderira a essa teoria dependentista, o que o coloca muito suspeitamente como um dos precursores das matrizes intelectuais remotas do Washington Consense, ou seja, da origem teórica do processo de globalização da nossa economia de uma forma dependente dos interesses dos EUA (3)(não-textuais) ou, mais precisamente, dos interesses do Macrocapitalismo Financeiro Internacional que naquele país tem sua sede principal. 

Para nos convencermos de sua ideologia dependentista é importante assinalar também que, entre os vários tecnocratas que ele nomeou no seu primeiro mandato para implementar o chamado Plano Real, (Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Bresser Pereira, Eliana Cardoso, e outros), vários deles integravam o grupo que participou da reunião realizada em Washington, em novembro de 1989, organizada pelo Institute for International Economics, patrocinada pelo FMI, Banco Mundial, BID e governo norte-americano, durante o qual foi realizado o estudo do diagnóstico sobre o Brasil elaborado por Eliana Cardoso e Daniel Dantas, e onde foram estabelecidas as bases teóricas do Washington Consense.

É bom lembrarmos também que o artigo escrito por Pérsio Arida e André Lara Resende, intitulado "Inertial Inflation and Monetary Reform in Brazil", hoje considerado como uma das bases teóricas do Plano Real, foi originalmente apresentado em Washington, em dezembro de 1984, num seminário também promovido pelo mesmo Institute for International Economic que organizou o Washington Consense.

Por isso, nos parece lícito deduzir que, tanto o Sr. FHC quanto os tecnocratas que o auxiliaram na aplicação submissa e impatriótica desse receituário dependentista perverso, estavam conscientes dos efeitos gravemente prejudiciais que eram provocados por esse modelo de inspiração alienígena, que acabou causando uma extensa involução ao longo das cadeias produtivas de setores inteiros da nossa economia (trigo, têxteis, eletroeletrônicos, calçados, autopeças, etc.), que desnacionalizou importantes segmentos estratégicos antes dominados por grandes estatais (minérios, geradoras e distribuidoras de energia elétrica, telecomunicações, etc.), e oligopolizou outros (petroquímica, fertilizantes, aço...) além de já dominar amplamente os bancos de investimentos (80%) e uma grande fatia (40%) dos bancos múltiplos... 

Ora, como todas essas autoridades, a despeito de conhecerem perfeitamente todos aqueles graves danos, enfrentaram sempre indiferentes - com grande arrogância e ousadia – os protestos cada vez mais amplos e irados de importantes segmentos de nossa sociedade, e ainda assim mantêm obstinadamente inalterado esse modelo alienígena, nos parece lógico concluir que eles desejavam conscientemente produzir na nossa economia todos esses efeitos. 

Se o fizeram por motivos ideológicos ou por convicções intelectuais pervertidas, ou por estarem consciente (ou inconscientemente) a serviço da implantação de teorias alienígenas hegemônicas, tal dúvida passou agora a ser uma questão paralela – embora muitíssimo importante para fins de Justiça – porque, em qualquer das hipóteses, os efeitos devastadores decorrentes foram espantosamente prejudiciais ao futuro econômico e social do Brasil. 

Por conseguinte, comprovada a já antiga e renitente ideologia "dependentista" do Sr. FHC, nos parece lógico afirmar que hoje – como presidente - ele pôs em prática o que já propunha explicitamente em seus estudos teóricos sobre os "empresários industriais brasileiros", a "teoria da dependência", etc., pois, agora, depois dos 5 primeiro anos de seu Governo (1º mandato e 1999), ficou afinal evidente – sem que se necessite provar - que o Sr. FHC, auxiliado pelos principais técnicos xenófilos que ele nomeou, estão diligentemente implementando tudo o que de há muito tempo ele nos confessava como sendo a sua verdadeira convicção ideológica: o "desenvolvimento" dependente da economia brasileira ao capital internacional, decisão que, ao contrário das suas obras literárias, em verdade destruiu qualquer capacidade de desenvolvimento independente do Brasil (3)(não-textuais) e, com certeza, já prejudicou irreversivelmente o nosso futuro econômico-social por muitos e muitos anos, e talvez venha a comprometer até mesmo a nossa própria sobrevivência como Estado Nacional Soberano.

  • Ora, tudo isso nos parece configurar uma clara violação dos Princípios Fundamentais da Soberania, do Desenvolvimento, da Independência Nacionais e do incentivo ao nosso Mercado Interno, prescritos pelos Art. 1º, inciso I; Art. 3º, inciso II; e Art. 4º, incisos I e II, e pelo Art. 219, todos da Constituição Federal que o Sr. FHC prometeu cumprir. o que nos parece tipificar um crime de responsabilidade, de acordo com o caput do Art. 85 da CF/88.
1.3. A comprovação prática da ideologia dependentista do Sr. FHC:

1) O Centro Acadêmico Woodrow Wilson (CAWW)

A sua adesão precoce às matrizes intelectuais remotas de uma globalização subalterna - que ele implementou no Brasil de forma tão diligente, submissa e impatriótica - se torna ainda mais coerente, post factum, com a sua associação em 1982 a uma ONG norte-americana, o "Diálogo Interamericano" (DI), cujos principais líderes e inspiradores eram, na época, alguns cidadãos norte americanos famosos (entre eles, David Rockfeller, Abraão Lowenthal, Paul Goldman, Robert Mc Namara, Cirus Vance, etc.), quase todos financistas internacionais conhecidos, e alguns deles membros destacados do Centro Acadêmico Woodrow Wilson (CAWW), este uma espécie de "banco de cérebros" fundado em 1968 pelo Congresso dos EUA, para dedicar-se ao estudo, investigação e documentação referentes à política externa norte-americana com objetivos hegemônicos. (1) ( " O Complô ... "- ídem, ídem, ibídem - não-textuais)

Em 1977, o CAWW estabeleceu um programa especial destinado especificamente a estudos latino-americanos, encargo para o qual passou a contar então com o financiamento de entidades não governamentais e/ou privadas dos EUA, entre as quais as Fundações Ford, Mellon e Rockefeller, o Banco Mundial e várias transnacionais norte-americanas. Este programa especial deu origem à ONG - "Diálogo Interamericano".

2) O Diálogo Interamericano(DI):

O DI a cujo primeiro seminário o Sr. FHC compareceu, e cuja ata de fundação subscreveu no início da década de 80 é, por conseguinte, uma ONG ligada umbilicalmente a um órgão oficial do Congresso dos EUA, o Centro Acadêmico Woodrow Wilson (CAWW), mas suas verdadeiras finalidades estatutárias nos são desconhecidas. O que se sabe, seguramente, é que desde a sua criação o DI vem atuando diligentemente na difusão das teses da globalização, da soberania limitada (ou relativa), do direito de ingerência, da interdependência entre as Nações, etc.,. (1) ( "O Complô ..." - ídem, ídem, ibídem - não-textuais)

Congruentemente, o DI também vem se dedicando ao proselitismo intenso e a outras ações político/ diplomáticas visando a:

- tornar aceitável pelos países ibero-americanos uma drástica diminuição dos efetivos e dos gastos militares, sob a alegação de que tais gastos desfalcam as verbas para a promoção social e para o desenvolvimento; e/ou

- que seja modificada a destinação constitucional das FFAA latino-americanas que, de suas funções tradicionais de Defesa/Segurança Nacionais, passariam a atuar – supletivamente ou não - contra o terrorismo e o narcotráfico; no controle e defesa ecológica/ambiental; e nas ações de Defesa Civil e restrições de danos nas hipóteses de grandes sinistros e desastres ambientais, etc.. 

Além disso, uma das teses prioritárias do DI é a institucionalização de uma força supranacional interamericana, apta para "ações intrusivas" dentro de países ibero-americanos - sem a autorização destes - nas hipóteses de "graves violações dos direitos humanos e/ou de genocídio"; "combate ao tráfico de drogas ou ao terrorismo"; "restabelecimento da democracia" nos seus territórios; graves "desastres ecológicos" ou "crimes ambientais", etc., invocando-se como justificativa o direito de ingerência

Coerente com essas idéias pregadas pelo DI, está a criação de Ministérios de Defesa em todos os Países da Íbero-América, com o objetivo explícito de institucionalizar uma Chefia civil hierarquicamente superior aos Comandos Militares das suas Forças Armadas (FFAA), o que representaria desde logo uma capitis diminutio social e política para o segmento militar e, ademais, traria a vantagem (segundo eles) adicional de afastar a influência direta dos Ministros Militares – incuravelmente nacionalistas - sobre os Presidentes da República, medida considerada indispensável para neutralizar o arraigado "messianismo" das FFAA ibero-americanas, pois os militares desses países se julgam investidos da missão Providencial de 'Salvadores de suas Pátrias' (e os seus povos também assim os consideram)." (1) ("O Complô ..." ídem, ídem, ibídem - não-textuais) 

Aliás, neste tema o DI nem pode esconder que segue fielmente as ordens do governo dos EUA pois que, em 1995 durante sua visita ao Brasil, o Secretário de Defesa William Perry declarou a "O Globo" com descarada clareza que o seu governo "QUER CIVIS CHEFIANDO OS MILITARES NA AMÉRICA LATINA": (verbis)

"O primeiro esforço foi no sentido de promover a democratização de toda a América Latina. O segundo, que correu paralela mas simultaneamente, foi o de fazer com que os governos adotassem a chamada economia de mercado, abrindo suas portas ao fluxo internacional de mercadorias, capitais e serviços. Agora, o Governo dos Estados Unidos está empenhado numa nova e delicada mudança estratégica na região: subordinar os militares a um comando civil. Ou, mais precisamente: fazer com que as Forças Armadas de cada país passem a ser lideradas por um Ministro de Defesa que seja civil. - A liderança civil do sistema de defesa fortalece tanto a democracia quanto as próprias Forças Armadas. Nós vamos incentivar isso, assim como a idéia de que haja uma transparência cada vez maior no intercâmbio de informações militares entre as três Américas" - disse ao Globo o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, William Perry."("O Globo" - 06-05-95) citado na Revista do Clube Militar (maio/99)

Somente essa interferência indevida e insolente (que pouco tempo depois foi repetida por outros personagens), já deveria ter sido mais do que suficiente para ser rejeitada a implantação do Ministério da Defesa por nossas autoridades. 

2. Os tecnocratas xenófilos agentes da globalização :

(4) Ver "As relações promíscuas, até mesmo incestuosas das privatizações" – (in Boletim da UNAMIBB - n.º 30 - março/abril/99 - pg. 02/03); "Quem é quem no Governo" - "Os homens do Presidente" – (in "Caros amigos – Oficina de Informação" – n. º 02 - dez./98) e (2) in "O Dossiê da crise brasileira" - 1999 - SITE do PDT (www.pdt.org.br) .Voltamos a repetir, para que fique bem ressaltada esta circunstância esdrúxula, essencial para se compreender com precisão como funciona o processo de globalização no Brasil: aqui, já não existe a menor dúvida de que NÃO É mera coincidência o fato de que muitos dos titulares dos principais cargos que decidem sobre as políticas macroeconômicas em todos os países "emergentes" (no Brasil inclusive) sejam sempre escolhidos exatamente entre pós-graduados das Universidades norte-americanas que engendraram e vêm difundindo orquestradamente as medidas "globalizantes" retro analisadas e que provocaram os mesmos efeitos perversos no México, em países da Ásia, na Rússia, no Brasil e, há pouco na Argentina e agora no Chile - medidas que esses tecnopols aceitam pôr em prática com impatriótica subserviência, embora estejam cientes e conscientes de que irão produzir em seu país o mesmo desfecho dramático ! 

2.1. Os "Homens do Presidente" - ou os corifeus da globalização no Brasil : 

No Brasil, essa coincidência não pode nem mesmo ser questionada, pois basta transcrever o curriculum vitae dos principais técnicos chamados a ocupar os mais importantes cargos que decidem sobre as políticas macroeconômicas do Governo FHC, para comprovarmos que quase todos eles estão ligados desde longa data a entes financeiros internacionais e/ou são pós-graduados nas mais prestigiosas Universidades dos EUA. 

Sem a pretensão de esgotar este tema, especialmente revelador do viés internacionalista do Governo FHC, eis alguns dos principais "Homens do Presidente":

ARIDA, PÉRSIO - Banqueiro, ex-presidente do Banco Central e do BNDES e professor da PUC/Rio, doutorou-se em economia pelo Massachusetts Institute of Tecnology (MIT - EUA). É um dos mais destacados integrantes do grupo de economistas-banqueiros saídos da PUC/Rio. Foi um dos fundadores do Banco BBA e hoje é um dos diretores do Banco Opportunity controlado por Daniel Dantas. Representa este banco no conselho de administração da Vale do Rio Doce. No governo Sarney, ocupou uma diretoria do Banco Central. Integrou o conselho de administração do Unibanco. O artigo que escreveu com André Lara Resende, intitulado "Inertial Inflation and Monetary Reform in Brazil" e que foi originalmente apresentado em Washington, em dezembro de 1984, num seminário promovido pelo Institute for International Economics (o mesmo que organizou, em novembro de 1989, o encontro que estabeleceu o chamado Consenso de Washington), é considerado uma das principais bases teóricas dos planos de estabilização adotados no Brasil, principalmente o Plano Real. No começo de 1995, quando já assumira a presidência do Banco Central, passou o carnaval na fazenda do ex-sócio, o banqueiro Fernão Bracher presidente do Banco BBA, num momento em que o país enfrentava uma tempestade financeira provocada pela quebra do México e o Banco Central intervinha no mercado de câmbio. O BBA auferiu enormes lucros na área cambial a partir da implantação do Plano Real.

- BACHA, EDMAR - É uma espécie de decano do grupo de economistas-banqueiros fundadores do PSDB. Ex-professor da PUC/Rio, doutorou-se em Yale (EUA). Banqueiro, é sócio do Banco BBA e seu economista chefe. Trabalhou no Ipea, foi presidente do IBGE e assessor especial de FHC no Ministério da Fazenda, onde teve papel proeminente na formulação e implantação do Plano Real. Foi presidente do BNDES. Foi professor nas universidades norte-americanas de Yale, Colúmbia, Harvard e MIT e um dos principais economistas brasileiros que fizeram (e fazem) ponte com o pensamento acadêmico hegemônico dos Estados Unidos e com organismos internacionais como o Banco Mundial e o FMI. Atraiu para a PUC/Rio economistas de peso como Rudiger Dornbusch, professor do MIT e ex-economista-chefe do FMI, e John Williamson, que foi o principal organizador do encontro realizado em Washington, em novembro de 1989, pelo Institute for International Economics, para discutir o ajuste das economias latino-americanas à chamada Nova Ordem mundial e que cunhou a expressão Consenso de Washington.

- BORGES, PIO - Engenheiro pela PUC / Rio, fez o mestrado em economia na New School for Social Research, em Nova York (EUA). Foi Presidente, Vice-presidente do BNDES e Diretor de sua área de desestatização. Foi diretor do Banco da Bahia Investimentos e presidente da Companhia de Seguros da Bahia. 

- BRESSER PEREIRA, LUIZ CARLOS – Economista, fez o mestrado na universidade de Michigan (EUA) e doutorou-se em economia pela USP. Foi o coordenador financeiro da campanha eleitoral de FHC. No governo Sarney foi ministro da Fazenda, e no governo FHC foi ministro da Administração e Reforma do Estado (MARE) e ministro da Ciência e Tecnologia. Foi professor da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (SP). Foi um dos tecnopols brasileiros a comparecer como convidado às reuniões que culminaram com a elaboração do conjunto de teses e doutrinas que configuraram o chamado "Washington Consense".

- CALABI, ANDRÉA – Economista, foi secretário executivo do Ministério do Planejamento. Foi sócio da Consemp - Consultoria e Empreendimentos Industriais. Foi secretário geral do Ministério da Fazenda, na gestão Funaro, deixando esse cargo para assumir a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) criada por ele para centralizar e controlar os gastos do governo federal. Foi um dos coordenadores do programa de governo de FHC na reeleição. Foi Presidente do BB, em substituição a Paulo Ximenes , depois foi por breve período Presidente do BNDES e atualmente integra o Conselho Diretor de Petrobrás.

- CARDOSO, ELIANA – Economista, doutorou-se em economia pelo MIT. Foi professora das universidades norte-americanas de Yale, Boston, MIT e Tufts, e Secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda no começo do governo FHC. Atual assessora especial do Banco Mundial para a região da América Latina e Caribe. Foi casada com o banqueiro e economista do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), o consultor internacional Rudiger Dornbusch. Foi ela quem apresentou, junto com Daniel Dantas, o diagnóstico sobre o Brasil na reunião do Institute for International Economics, em novembro de 1989, patrocinada pelo FMI, Banco Mundial, BID e governo norte-americano e que firmou o chamado Consenso de Washington

- CLÓVIS, CARVALHO – Foi ministro-chefe da Casa Civil e figura de destaque do grupo palaciano. No governo Itamar foi secretário executivo do Ministério da Fazenda no período em que FHC era ministro. Paulista, engenheiro, ligado a José Serra. Trabalhou no Banco de Investimentos do Brasil, no Bansulvest e no Banco Safra e foi secretário de Planejamento de São Paulo, no governo Montoro. 

- DANTAS, DANIEL - Doutorou-se em economia no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT). Banqueiro, principal acionista do Banco Opportunity, que opera fundos com recursos superiores a 2 bilhões de dólares e onde o especulador George Soros, é um dos grandes investidores. O Banco Opportunity, onde tem como seu sócio Pérsio Arida (ex-presidente do BANCE e do BNDES), é um dos entes financeiros que têm feito mais negócios na privatização de estatais em articulação com grandes grupos estrangeiros e que adquiriu participações na Vale do Rio Doce, Cemig e empresas do Sistema Telebrás. O Opportunity participa do controle da Vale do Rio Doce onde é representado pelo seu sócio, Pérsio Arida. Baiano, Dantas foi convocado pelo senador Antônio Carlos Magalhães para ajudar na crise do Banco Econômico (adquirido pelo Excel e depois pelo grupo espanhol Bilbao Vizcaya). Na reunião realizada em Washington, em novembro de 1989, patrocinada pelo FMI, Banco Mundial e governo norte-americano, e que estabeleceu o chamado Consenso de Washington, foi de sua autoria, juntamente com Eliana Cardoso, o diagnóstico apresentado sobre o caso brasileiro. 

- FRAGA, ARMÍNIO – Economista pela PUC/ RJ, é o atual presidente do Banco Central. Foi diretor-gerente do Soros Fund, do financista internacional George Soros, o mega especulador que tem derrubado a moeda de muitos países, inclusive a do Brasil, provocando verdadeiras tragédias sociais e econômicas de dimensões nacionais nos países atingidos por esses inclementes ataques especulativos. No governo Collor foi Diretor da área externa do Banco Central por indicação do ministro Marcílio Marques Moreira, ocasião em que introduziu grande parte dos mecanismos usados hoje pelos capitais especulativos para ingressarem no país. Trabalhou no banco norte-americano Salomon Brothers. Tal como o seu ex-patrão (?) Sr. George Soros, Fraga é de ascendência judaica-armênia. A imprensa tem afirmado que ele tem dupla nacionalidade, brasileira e norte-americana, argumentando inclusive que sua genitora seria cidadã nascida nos EUA. Portanto, ele é – de fato e de direito – naturalizado cidadão norte-americano. Fraga foi literalmente imposto pelo FMI ao Governo Brasileiro como Presidente do Banco Central, logo em seguida à desvalorização do Real (jan.1999), acompanhada da fuga de mais de US$ 50 bilhões de nossas reservas em divisas, e a sua aceitação tanto pelo Presidente FHC como pelo Congresso Nacional foi um gesto de repugnante submissão do nosso País ao Macrocapitalismo Financeiro Internacional e eqüivale a se entregar "a proteção das galinhas à raposa"

- FRANCO, GUSTAVO - Economista, fez o doutorado em Harvard (EUA); foi presidente do Banco Central no Governo FHC. Trabalhou no Banco Garantia, onde seu pai, Guilherme Arinos Barroso Franco, era um dos sócios. O Garantia foi vendido há poucos anos para o grupo suíço Credit Suisse First Boston por US$ 1 bilhão. Foi nomeado Diretor da área externa do Banco Central, quando Fernando Henrique assumiu o Ministério da Fazenda. 

- FRITSCH, WINSTON - Doutor em economia por Cambridge (Inglaterra), é do grupo dos economistas-banqueiros cariocas saídos da PUC/ Rio e ligados ao PSDB. Foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda quando FHC era ministro e teve papel de destaque na implementação do Plano Real. É presidente do Banco Dresdner Kleinwort Benson do Brasil, controlado pelo grupo alemão Dresdner Bank. O Dresdner Kleinwort Benson foi um dos advisers (assessores) contratados pelo governo federal no processo de venda do Sistema Telebrás. Foi secretário de Política Econômica no Ministério da Fazenda. Também assessorou o governo baiano na privatização da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba) e o do Rio Grande do Sul na privatização na Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). 

· JORGE CALDAS PEREIRA, EDUARDO - Formado em economia, fez o mestrado em administração e finanças públicas na State University of New York at Albany (EUA). Trabalhou com FHC durante quinze anos. Foi secretário geral da presidência da República e integrante do grupo palaciano mais próximo a F'HC. Foi consultor da United States Agency for International Developement (USAID), agência do governo norte-americano. Foi membro do conselho de diretores da United American Insurance Company Service (EUA). Quando estava no Governo FHC, funcionava como elo de ligação com os fundos de pensão das estatais como o Previ, que têm atuado ativamente no processo de privatização.

- LAFER, CELSO - Ligado ao PSDB, professor da Faculdade de Direito da USP e doutor em ciência política por Cornell (EUA), foi ministro das Relações Exteriores do governo Collor (1992). Empresário paulista, foi embaixador do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra (Suíça). Foi ministro do Desenvolvimento Econômico de FHC por breve período. Em 1982, Láfer participou do seminário que culminou com a criação da ONG norte-americana "Diálogo Interamericano"- DI, cuja ata de fundação subscreveu junto com Fernando Henrique Cardoso. 

· LANDAU, ELENA – Economista, foi do Departamento de Economia da PUC/RJ, onde fez seu doutoramento. É casada com o banqueiro Pérsio Arida. Foi diretora do BNDES e a principal operadora do processo de desestatização, a partir do governo Collor. Permaneceu no BNDES até junho de 1996. Atualmente é Consultora do banco norte-americano Bear Stearns para assuntos de privatização no Brasil e América Latina. O banco que a contratou, o Bear Stearns, participou da privatização da Usiminas à época em que ela era diretora do BNDES.

· LARA RESENDE, ANDRÉ - Banqueiro, doutorou-se em economia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT); foi presidente do BNDES. Antes, era assessor especial do presidente FHC. Foi um dos fundadores do Banco Matrix junto com Luiz Carlos Mendonça de Barros. Trabalhou no Banco Garantia e foi vice-presidente executivo do Unibanco. Foi nomeado por Fernando Henrique negociador-chefe da dívida externa brasileira, em substituição a Pedro Malan. Foi diretor do Banco Central no governo Sarney.

· LOPES, FRANCISCO – Economista pela PUC/RJ, doutorou-se em economia pela Harvard University (EUA). Foi Diretor de Política Econômica e Monetária, e Presidente do Banco Central. Foi consultor de empresas do Banco Denasa de Investimentos e diretor-presidente da empresa de consultoria Macrométrica Pesquisas Econômicas. Antes de ser demitido da Presidência do Banco Central, foi um dos principais operadores da política monetária do governo FHC.

- MALAN, PEDRO - Formado em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro em 1965, e PhD em Economia pela Universidade de Berkeley, Califórnia, em 1973. Malan é sem sombra de dúvida o principal quadro responsável pela aplicação obstinada das políticas macroeconômicas suicidas do Governo FHC. 

Malan serviu em inúmeros órgãos internacionais, como mostra o seu currículo oficial da home page do Ministério da Fazenda: foi membro de Pesquisa Sênior do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico, do Ministério do Planejamento; Diretor do Centro de Empresas Transnacionais da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, no período de agosto de 1983 a dezembro de 1984; Diretor do Departamento de Economia Internacional e Assuntos Sociais da ONU, em Nova Iorque, no período de janeiro de 1985 a outubro de 1986; Diretor Executivo junto ao Banco Mundial, no período de 1986 a 1990 e de 1992 a 1993; Diretor Executivo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento, no período de 1990 a 1992; Consultor Especial e Negociador-Chefe para Assuntos da Dívida Externa - Ministério da Fazenda, no período de 1991 a 1993. 

Atual ministro da Fazenda, antes foi presidente do nosso Banco Central. No governo Collor, foi nomeado pelo ministro Marcílio Marques Moreira como negociador-chefe da dívida externa brasileira. É um dos técnicos do governo FHC de maior prestígio junto a bancos internacionais e organismos multilaterais. Era diretor executivo do Banco Mundial quando ocorreu, em Washington, em novembro de 1989, a famosa reunião patrocinada pelo FMI, Banco Mundial e governo dos EUA que estabeleceu o chamado Consenso de Washington, à qual ele compareceu representando o Banco Mundial.

Suspeita-se de que ele tenha se naturalizado norte-americano em alguma data entre 1983 e 1993. 

- MARQUES MOREIRA, MARCÍLIO - Misto de banqueiro, diplomata e burocrata, várias vezes trocou de posições entre o setor público e o setor privado. Foi ministro da Economia, Fazenda e Planejamento no governo Collor. Já foi Executivo da Salomon Brothers e trabalha hoje para o banco de investimentos norte-americano Merril Lynch, além de integrar os conselhos consultivos da General Eletric, Hoechst e American Bank Note. Durante dezoito anos foi diretor do Unibanco. Como ministro da Economia de Collor retomou a negociação da dívida externa brasileira nos termos do Plano Brady, formulado pelo Secretário do Tesouro dos EUA, Nícholas Brady. Foi Marcílio quem nomeou Pedro Malan, – na época funcionário contratado do Banco Mundial – negociador-chefe da dívida externa junto ao comitê dos bancos credores com o qual o Brasil fechou um acordo, em fins de 1993, já no governo Itamar, e que foi a pré-condição mais importante para a implantação do Plano Real. Em novembro de 1989, a embaixada do Brasil nos EUA, da qual Marcílio era titular, se fez representar na famosa reunião que estabeleceu o chamado Consenso de Washington

Em dezembro de 1991, já havia fechado acordo com o FMI comprometendo-se a realizar no país um "ajuste fiscal" respaldado em "reformas estruturais", dentro da fórmula e terminologia cunhadas pelo Consenso de Washington. Foi ele também quem iniciou a política suicida de enorme elevação das taxas internas dos juros primários como forma de atrair capitais externos, garantindo a eles super ganhos. Nesta ocasião, era Presidente do BANCEN o Sr. PAULO XIMENES, depois Presidente do BB. 

Embora nunca tenha integrado diretamente o Governo FHC, tem sobre suas decisões reconhecida influência a ponto de, em setembro de 1998, em meio à crise cambial enfrentada pelo país, ter sido o primeiro a anunciar - antes mesmo de qualquer autoridade do governo - q

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ue o Brasil estava negociando novo acordo com o FMI e disse ser contrário à adoção de qualquer medida de controle do fluxo de capitais externos como tentativa de superar a crise.

· MENDONÇA DE BARROS, LUIZ CARLOS – Formado em Engenharia pela USP. É banqueiro; ocupou uma diretoria no Banco Central no governo Sarney; trabalhou no Investbanco, foi dono da Corretora Patente; fundou em 1993, o Banco Matrix, com André Lara Resende, banco voltado para a captação de fundos internacionais interessados em aplicações no Brasil. Como substituto do finado Min. Sérgio Motta, foi o articulador final da privatização do Sistema Telebrás, em cujo processo ele reverteu muitas das decisões do seu antecessor para beneficiar os compradores, em detrimento do vendedor, o Estado brasileiro. Antes, como presidente do BNDES, comandou a privatização de inúmeras empresas, entre as quais a Vale do Rio Doce. Foi um dos personagens das gravações clandestinas do chamado "grampo das Teles", onde ficou claro o processo pelo qual seu grupo conseguia que as vitórias nos leilões tivessem endereço certo. 

- PULLEN PARENTE, PEDRO – foi até há poucos meses Secretário Executivo do Ministério da Fazenda (na gestão Malan). No governo Collor foi secretário nacional de Planejamento do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento e presidente do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados). É funcionário de carreira do Banco Central e integrou o quadro de consultores externos do Fundo Monetário Internacional (FMI). Integra o grupo de burocratas que ocupou altos cargos nos governos Sarney, Collor e FHC. É peça importante no esquema do ministro Pedro Malan. Discutiu pessoalmente em Washington, com autoridades do FMI, o Plano de Estabilidade Fiscal proposto pelo governo FHC no final de outubro/97. É o atual Ministro Chefe da Casa Civil. Integra também o Conselho Diretor da Petrobrás

- SARDEMBERG, RONALDO - Diplomata de carreira, ex-embaixador na Espanha e na URSS (1985-89), foi titular da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da presidência da República. A SAE era responsável pelo setor de informações estratégicas junto ao presidente, tendo herdado algumas funções do antigo Serviço Nacional de Informações (SNI). Nos governos Collor e Itamar foi representante permanente do Brasil nas Nações Unidas. Até recentemente era o encarregado de elaborar "cenários" sobre a situação nacional e internacional. Acompanhava o presidente FHC em suas viagens ao exterior.

- SOUZA, PAULO RENATO - Atual ministro da Educação, foi professor de economia e reitor da Unicamp. Como economista, era especialista em assuntos de emprego e salários. Trabalhou na CEPAL e na Organização Internacional do Trabalho (OIT). Foi visitante no Institute for Advanced Study da universidade de Princeton (EUA). Antes de assumir o Ministério da Educação, era vice-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). 

A atuação demagógica e (no mínimo) leviana deste Ministro – submetendo os alunos dos cursos superiores a testes de aproveitamento anuais de eficácia pedagógica duvidosa, - e publicando com grande destaque os maus resultados obtidos, está desacreditando nacional e internacionalmente os cursos de 3º Grau do Brasil. Suas "reformas" pretensiosas do Ensino Técnico brasileiro, um dos setores da educação que melhor funcionava até que ele iniciou a sua gestão, está desorganizando também esse ensino especializado, notadamente os CEFETs, Escolas Técnicas e Senais, segundo a opinião de professores e ex-alunos. 

Tudo isso tem sido feito sob o pretexto de "reformar" o ensino brasileiro, e para isso, o MEC recebeu um financiamento de US$ 500 milhões do Banco Mundial.

- STEINBRUCH, BENJAMIN - É socialmente próximo da família do presidente FHC, cujo filho, Paulo Henrique Cardoso, foi funcionário da Light e prestou assessoria à CSN já privatizadas. 

É um dos empresários que mais se beneficiou com o processo de privatização de estatais no Governo FHC. Atualmente é Presidente dos Conselhos de Administração da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), da Eletropaulo Metropolitana e da Companhia Vale do Rio Doce. Sua origem é o grupo Vicunha, fundado por seu pai, Mendel Steinbruch, e pelo empresário Jacks Rabinovich, na década de 50, como um grupo empresarial que, até 1990, era de nível médio e atuava no setor têxtil. Surpreendentemente, no processo de privatização Benjamin Steinbruch, notabilizou-se por adquirir uma participação acionária minoritária nas Estatais, mas – mesmo como minoritário - conseguir controlar a empresa em negociação, levantando recursos e financiamentos para realizar a operação, cujo pagamento ele em seguida liquida com os próprios lucros "gerados" pelo empreendimento privatizado ou por generosos financiamentos concedidos pelo BNDES. Com muita freqüência utiliza-se largamente das facilidades oferecidas pelo governo FHC como os empréstimos do BNDES e também recorre a recursos vultosos de sócios estrangeiros. Foi assim que adquiriu o controle da CSN, participou da privatização da Light e conseguiu, mesmo como minoritário, assumir o controle da Companhia Vale do Rio Doce. 

- XIMENES, PAULO CÉSAR – Até há poucos meses era presidente do Banco do Brasil. Foi Presidente do Banco Central onde detonou a "política monetária" suicida de juros primários excessivamente acima das taxas médias internacionais, provocando um enorme crescimento da dívida interna e um grande aumento no pagamento dos serviços dos títulos mobiliários federais, razão pela qual teve vários atritos fortes com o então Presidente Itamar Franco, que o acusava de praticar essa política monetária suicida, para beneficiar os bancos. A despeito desses atritos, conseguiu manter-se na Presidência do BANCEN por longo tempo graças à influência do então Ministro FHC junto ao Presidente Itamar. 

Como presidente do Banco do Brasil, foi peça importante na execução da política econômica do Governo FHC, e na atuação da Previ, o poderoso fundo de pensão dos funcionários do BB, sempre muito ativo nos processos de privatização. (3) in "O Dossiê da Crise Brasileira" - ( home page de um site do PDT- 1999)

Foi em sua gestão que o BB apresentou um grande déficit anual provavelmente forjado, fruto em grande parte da mudança de critérios, parâmetros e conceitos, como a inscrição de dívidas com menos de 180 dias de atraso, como débitos de difícil liquidação, aparentemente visando que a notícia de um gigantesco déficit provocasse uma fuga de depositantes, (o mesmo fenômeno que os interventores do BANCEN provocaram no BANESPA divulgando notícias alarmantes) mas que não ocorreu com o BB. 

- WELFORT, FRANCISCO - Sociólogo, é ministro da Cultura. Foi chefe do Departamento de Ciências Políticas da Universidade de São Paulo, pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análises e Planejamento) e pesquisador visitante do Woodrow Wilson Center e do Hellen Kellogg Institute (EUA). Foi um dos fundadores e secretário geral do Partido dos Trabalhadores. Após a vitória de FHC sobre Lula, nas eleições de 1994, afastou-se do PT para assumir o Ministério da Cultura. 

- ZYLBERSTAJN, DAVID - Engenheiro paulista, genro de Fernando Henrique, atual diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Foi secretário de Energia do governo Mário Covas, onde coordenou o esquema de privatizações das estatais paulistas da área de eletricidade. Sua nomeação para a ANP foi interpretada como uma sinalização de que o Planalto pretende privatizar a Petrobrás.

Como Presidente da ANP, vem provocando um disfarçado, mas gravemente prejudicial processo de downsizing na Petrobrás.

2.3. Os "novos Homens do Presidente" :

Além dos técnicos citados, participam agora em funções de grande importância e destaque do governo FHC, os seguintes:

1) NA PETROBRÁS:

- REICHSTUL , HENRY PHILLIPE– Formado em economia pela FEA da USP e pós graduado na Universidade de Oxford (EUA) de 1973/76, é cidadão francês de ascendência judaica, naturalizado brasileiro. É o novo Presidente da Diretoria Executiva da Petrobrás (1999), membro do Conselho Diretor, e acumula também a Diretoria de Recursos Humanos. 

- REISS, GERALDO - nacionalidade ignorada por nós; provavelmente pertence ao segmento social judeu-brasileiro; é consultor paulista, especialista em energia, membro do Conselho de Administração da Petrobrás;

- ROTSTEIN, JAYME - nacionalidade ignorada por nós; empresário, provavelmente pertence ao segmento social judeu-brasileiro. Presidente da Sondotécnica, é especialista em energia; será o representante da União no Conselho de Administração da Petrobrás;

- BASTOS MARQUES, MARIA SILVIA - Presidente Executiva da Companhia Siderúrgica Nacional, (CSN), cujo Presidente do Conselho Diretor é Benjamin Steinbruch; foi nomeada em abril/99 membro do Conselho de Administração da Petrobrás, onde deverá seguir as orientações de Steinbruch, seu patrão, cuja vaga veio a ocupar neste Conselho e onde será um autêntico alter ego de Steinbruch na função. 

- CALABI, ANDREA – expelido sem glória da Presidência do BNDES por ter tomado decisões aparentemente "nacionalistas", foi nomeado membro do Conselho Diretor da Petrobrás (Ver Curriculum Vitae, retro).

- PARENTE, PEDRO PULLEN – além das suas funções na Presidência da República é, também, membro do Conselho Diretor da Petrobrás. (VER Curriculum Vitae retro).

2) OUTROS ÓRGÃOS:

- ZAGHEN, PAULO: atual Presidente do Banco do Brasil, foi Diretor para Assuntos de Endividamento dos Estados e Municípios do BANCEN, setor encarregado de estudar e preparar a privatização dos Bancos dos Estados; aparentemente, assumiu a Presidência do BB, para prepará-lo para a privatização.

- TÁPIA, ALCIDES – atual Ministro do Desenvolvimento, durante muitos anos foi o mais importante executivo do Bradesco, quando foi também Presidente da FEBRABAN; em seguida, passou a administrar a Camargo Corrêa. Foi membro do IEDI, Instituto fundado por um grupo de industriais paulistas "pesos-pesados" que eram favoráveis às privatizações maciças, e pregavam a "globalização" e a ampla abertura do mercado interno às importações, ANTES MESMO da edição em 1990 das funestas "Diretrizes Gerais de Política Industrial e de Comércio Exterior" (Portaria n.º 365/ 90)da Ministra Zélia Cardoso. Ultimamente dirigia uma empresa organizada especialmente para melhor participar das privatizações, a VBC, integrada pelas Votorantin/Bradesco/Camargo Corrêa.

- GROS, FRANCISCO – economista, recém nomeado Presidente do BNDES em substituição a Andréa Calabi. Banqueiro, GROS entrou como sócio do BFC-Banco S/A (Banco Fernandes Carneiro) em 13 de novembro de 1989, após ter sido presidente do Banco Central e diretor do BNDES no Governo Sarney. Ele comprou 33,3% das cotas do banco e assumiu sua presidência. GROS era sócio e presidente do BFC em 14 de maio de 1991, quando recebeu convite do ex-ministro da Economia Marcílio Marques Moreira (governo Collor) para assumir novamente a presidência do BC. Para poder assumir esta função, simulou ter deixado a direção do BFC por meio da simples transferência de suas cotas mediante a assinatura sem data pelos seus sócios de Notas Promissórias no valor de suas cotas, expediente sem o qual não poderia ter assumido legalmente a Presidência do BC, vedada a agentes da Administração de entes financeiros. Gros deixou o Banco Central em 12 de novembro de 1992. Seis meses depois de sair do BC, Gros reassumiu a presidência do BFC e dirigiu o banco até o final de 1993. Em janeiro de 1994, quando se mudava para os EUA para trabalhar no banco Morgan Stanley Dean Witter, GROS voltou a ser dono de 33,3% das cotas do BFC Banco S/A. O BFC foi agente financeiro do BNDES até que entrou em situação de falta de liquidez, ficando desde então com uma dívida de R$ 32 milhões pendente junto ao BNDES.

Em 4 de julho de 1999, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (no Rio) concedeu liminar para suspender a liquidação extrajudicial do BFC. Mas GROS ainda permaneceu como réu - junto com outros seis ex-administradores do BFC - em uma ação de responsabilidade civil, que pedia a indenização dos prejuízos causados aos clientes e credores do banco, cujo valor atingia R$ 66.619.797,35 em dezembro de 95. Em 16 de março de 1999, o Superior Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus para trancar a ação penal contra os donos do BFC. Mas o BFC, ainda permaneceu com uma dívida de R$ 32 milhões com o BNDES, a ser atualizada a partir de dezembro de 1995. Quando um banco é liquidado, o administrador utiliza os ativos restantes para pagar os passivos. Esse pagamento exige negociações para que a dívida seja corrigida. No caso do BFC, do qual GROS ainda era sócio por ocasião da liquidação, as atualizações e os pagamentos serão feitos mediante negociação com o BNDES ... do qual GROS será Presidente... Pode ???

  • Repetindo uma frase do Jorn. Hélio Fernandes: "tudo e todos interligados"...
2.4. Ligações no mínimo suspeitas :

Procuramos listar aqui os titulares dos cargos mais relevantes do governo do Sr. FHC, principais responsáveis por decisões de políticas macroeconômicas, quase todos eles banqueiros. Incluímos nesse conjunto as mais destacadas pessoas que operam (ou operaram) o projeto ultraliberal do Sr. FHC, e que têm o perfil adequado a estabelecerem pontes com o mercado financeiro internacional... 

Esta nossa listagem é, evidentemente, uma enumeração sujeita a ampliações e revisões, mas que somou informações relevantes sobre essas personalidades públicas no sentido de oferecer uma base consistente para a análise das motivações que inspiraram esse grupo de técnicos que se dedicaram com afinco às impatrióticas tarefas de desmontar o Estado brasileiro e promover a privatização/ desnacionalização de setores estatais inteiros, de forma no mínimo suspeita e - por muitos motivos – gravemente lesivas ao País.

Dessa análise, é forçoso concluir que esse conjunto de pessoas é muito bem articulado com a banca mundial e com organismos internacionais multilaterais como o Banco Mundial, o FMI, o BID, etc.. 

Muitos dos integrantes desse grupo originaram-se do Departamento de Economia da PUC/Rio e de seus cursos de pós-graduação, cujos pioneiros foram Edmar Bacha e Francisco Lopes, e do qual participaram Pedro Malan, Gustavo Franco, Pérsio Arida, André Lara Resende, Edward Amadeo, Winston Fritsch e outros, e vários deles tiveram papel de destaque não somente na elaboração do Plano Real, mas ligaram-se diretamente ao grupo de economistas que formulou o chamado Consenso de Washington. Praticamente todos os seus integrantes fizeram doutorado nos Estados Unidos, predominantemente em Harvard e no MIT. (2) – (Textos de Apoio)

Os membros deste grupo também têm em comum o fato de trafegarem livre e desabridamente entre altos cargos do serviço público e do setor privado, sobretudo o financeiro. Nesse tráfego, inquestionavelmente levam informações privilegiadas para a atividade privada, – já que não lhes é exigida nenhuma "quarentena" - fato que favorece aos interesses dos entes que participam das grandes transações típicas das privatizações. Essa facilidade suspeita é prejudicial à lisura do próprio processo de desestatização pois permite que seus integrantes possam auferir, provavelmente, vantagens pessoais e/ou para o seu grupo, bem como lhes facilita o acesso a informações privilegiadas e lhes torna mais acessível o tráfico de influência dentro dos órgãos nos quais já exerceram funções de destaque. 

Ou vamos continuar acreditando em Papai Noel ?


Curitiba, 15 de agosto de 2000

Dia da Assunção da SSª Virgem Maria

Festa de Nossa Senhora da Glória


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