Recebi, por intermédio do general Domingues, o seu
escrito sobre o assunto. Estou de pleno acordo com sua conclusão,
mas discordo do que diz no início. A morte do jornalista
foi rigorosamente apurada em um IPM de que foi encarregado o então
Cmt da 12a Bda, de Caçapava, Gen Cerqueira Lima, por
determinação expressa do presidente Geisel que na
ocasião foi a São Paulo e queria o incidente apurado
por alguém de sua confiança. Vale a pena ler o que
disse em seu livro de memórias o ex-presidente sobre esse
episódio, bem como os comentários que registrei à
página 110 de meu livro "Nos porões da Ditadura".
O Cerqueira Lima provou, com perícias e exames, que o
Herzog suicidara-se realmente, só que a esquerda havia
resolvido que ele fora assassinado e ignorou tudo o que havia sido
apurado e usa até hoje o cadáver desse "herói"-
como disse o Geisel - como bandeira revanchista. Esse é um
dos poucos casos em que a pensão paga pela União se
justifica, pois a morte por suicídio de um preso sob custódia
é da responsabilidade do Estado.